segunda-feira, 28 de julho de 2014

Dica de Filme - Jogos de Guerra (1983)

Esse é um daquele filmes esquecidos. Quer dizer, esquecido não, mas não é nem um dos primeiros que lhe vem à cabeça quando se é perguntado qual filme fala sobre a Guerra Fria. Ou quando se é perguntado sobre qual um bom filme sobre vídeo-games antigos. Ou quando se é perguntado sobre qual um bom filme com o Matthew Broderick. (Difícil essa última também...)



Por mais datado que esteja, devido à tecnologia, esse filme ainda está mais do que "assistível". A narrativa é muito boa e não te deixa entediado em nenhum momento. Claro que uma pequena suspensão de descrença deve ser considerada, já que o enredo do filme se baseia em um adolescente tendo acesso a um computador do governo que controla mísseis nucleares. Mas mesmo assim, com essa premissa bem "Sessão da Tarde", quando o filme se desenvolve a história chega até a ser crível em alguns momentos. 

E além dessa história bem contada em uma ambientação atraente (conflitos da Guerra Fria), o filme consegue gerar uma reflexão sobre os caminhos que a humanidade estava tomando, os métodos de intimidação e proteção militar e a reflexão em si sobre o quanto de poderio bélico uma nação pode e/ou deve ter. Com certeza, esse está na lista de filmes históricos e filosóficos que você deve assistir.

Pra quem gosta de informática e a história da evolução dos computadores, o filme também é de modelos bem primitivos que causam até agonia de ver o tanto de trabalho que precisava só pra fazer simples comandos.



Legal também é ver o Matthew Broderick pré-Ferris-Bueller do "Curtindo a Vida Adoidado" contracenando com a Ally Sheedy, que viria alguns anos depois interpretar a Allison no "Clube dos Cinco" (a maluquinha de preto).

Então é isso. Já conhecia o filme? Comente. Não conhecia? Dá uma olhada no trailer abaixo e, se se interessar, procure-o para assisti-lo. Já aviso que não é tão fácil achar =) Até a próxima.



CPE 1704 TKS

sábado, 26 de julho de 2014

Não se esqueça das três leis!



E aí resistentes?

Hoje irei citar aquele que nos trouxe uma nova visão de mundo e de tecnologias. Conheceremos Isaac Asimov (1920-1992), o pai dos robôs.




E o que ele tem de mais?
Ele viveu no século passado, mas deixou um legado importantíssimo de reflexões (e até previsões). Foi cientista e escritor de ficção científica, mostrando um mundo totalmente tecnológico, cheio de robôs, androides e computadores.  Também criou o termo que hoje conhecemos como robô (na verdade é um palavra tcheca – robota – que significa escravo).

Hoje parece tudo muito comum pra nós não é? Mas não era bem assim que a vida era no início do século passado. Muitas das tecnologias que ele descreveu em suas histórias agora estão em nossas mãos.
Veja a entrevista e como, na década de 1980, Asimov fazia previsões de como a tecnologia iria evoluir nos próximos anos.




Não se assuste ou ache que encontrou um profeta que previu o Google, a internet ou os meios de comunicação e a minimização da tecnologia. Lembre-se que Asimov era um cientista.


Também temos vários filmes possuem referências “Asimovianas”.




E até alguns foram basearam em suas histórias, como o Homem Bicentenário. Onde Um androide procura pelo “sentido” em sua vida e inicia uma busca para procurar sua “humanidade”. Nas histórias de Asimov é recorrente a busca de “algo maior” por parte dos robôs. Assim como nós temos nossas questões existências, nossos “amigos enlatados” também tem.

Assim como os humanos, os androides sentem o "vazio", a busca pelo sentido de sua vida

Existe também o péssimo filme Eu, Robô (mas não se assuste, a coletânea de contos que forma livro de mesmo nome é sensacional).

O livro consegue traçar a história dos robôs na humanidade, desde a criação do primeiro robô doméstico, Robbie, até os avançadíssimos computadores que controlavam os “detalhes” da humanidade.  Também aprendemos as 3 Leis da Robótica, essenciais para que os robôs não se rebelem contra os humanos (é claro que existem exceções, a Skynet é uma prova disso).


E o que para mim resume de maneira bem simples todo o “Universo Asimoviano”, o excelente conto A ultima pergunta. Que é considerado aquele que abrange os limites da relação Homem/Máquina.




Saibam que conhecer o inimigo é fundamental. Portanto saber quais são as intenções dos robôs, fritar seu cérebros positrônicos só na conversa e entender de robopsicologia é essencial para quando o ataque começar.