domingo, 13 de julho de 2014

Wall-e - Mensageiro de tempos vindouros

Muito bem pessoal, hoje trarei uma análise de um filme (você já sabe de qual estou falando), que considero o melhor no gênero de animação: Wall-e.
Produzido em 2008, este filme traz várias referências, pensamentos, alertas e mensagens para uma ótima reflexão, sem falar nas analogias e metáforas espalhadas por toda a animação.

A PARTIR DE AGORA, HAVERÁ UMA EXPLOSÃO DE SPOILERS!
Sugiro que, se você não conhece o filme, assista-o e depois termine de ler. Se você já assistiu, continue lendo e veja se pegou as mensagens que estão contidas nele.

Começamos o filme sendo apresentados ao robozinho que dá nome a animação: Wall-e. Ele nos aparece como uma formiguinha que continua trabalhando incessantemente, mas logo se mostra como extremamente curioso e disposto a descobrir coisas novas durante sua jornada de trabalho.

E o que ele faz? Trabalha como lixeiro, recolhendo e amontoando o lixo que existe na Terra (que não é pouca coisa!), tentando tornar nosso planeta mais limpo. Os outros robôs do modelo de Wall-e já estão desativados há muito tempo, mas ele ainda persiste em meio a uma Terra tomada pelo lixo, resultado do mal controle que tivemos em poluentes, lixo e preservação da vida.

Em meio a essa rotina, ele encontra um objeto que nunca tinha visto, mas sua curiosidade o faz guardar aquilo que encontra para que depois possa tentar entender sobre aquilo. Esse objeto é uma pequena planta. Percebemos aqui que o planeta não só está coberto de lixo, como também a vida orgânica não existe a certo tempo. Wall-e não consegue esconder a sensação de contemplação para com o que encontra, talvez recordando algo dos seus primeiros anos de trabalho.

Enquanto retorna ao seu local de descanso, onde guarda seus objetos encontrados e recarrega sua bateria, Wall-e percebe que algo diferente está acontecendo, ele vê luzes correndo pelo solo e começa a segui-las, se deparando com uma enorme nave que deposita um objeto no solo.
Neste ponto conhecemos Eva, uma sonda vinda de algum lugar que realiza buscas na Terra. Wall-e tenta se aproximar, com alguma dificuldade e quando consegue entrar em contato, decide mostrar sua “casa” e sua nova aquisição, a planta.

Ao ver a planta, Eva entra em estado de hibernação e Wall-e fica desesperado. É evidente que depois de tanto tempo sem ter contato com ninguém, o robô quer ter alguém que lhe seja próximo.
A mesma nave que deposita Eva retorna para buscá-la, Wall-e não quer deixar a nova companhia ir embora e embarca na nave. Apesar de não ter muitas feições que representem emoções. Wall-e consegue ficar maravilhado com o que vê: estrelas, planetas, galáxias. Dos poucos ruídos que ele produz durante o filme, esse é bem nítido: Uau!

E para onde estão indo? E os humanos, onde estão?
Há 700 anos antes do ocorrido com Wall-e, uma nave de humanos foi para o espaço para ficar enquanto os robôs, como Wall-e, limpassem a Terra. O problema é que nada tinha mudado e a vida continuou no espaço. A sonda Eva encontrou um exemplar de vida e deveria retornar para a nave, mostrando que a vida na Terra havia voltado ao normal.
Chegando a nave ocorrem várias situações que poderíamos chamar de hipotéticas, mas estão muito próximas do nosso dia a dia. A primeira surge quando Wall-e começa a andar pela nave e o robô de limpeza, Mo, se depara com um dilema: existem linhas onde os robôs devem andar, mas Wall-e não sabe disso e corre por todos os lados atrás de Eva, O pequeno Mo tem que decidir se sai de sua linha e corre atrás de Wall-e para limpá-lo ou se continua a andar pela linha, como todos os robôs fazem. Ele pula para fora da linha, com certo receio e vê que nada ocorreu e continua sua jornada, fugindo dos padrões que todos seguem, mas ainda com sua missão, limpar a nave.

As pessoas que ainda estão na nave não se movimentam há muito tempo e são extremamente obesas, além de serem totalmente sujeitas a tecnologia para tudo, se alimentar, se vestir, etc.
Não precisam pensar, pois tudo está ali, pronto. Não precisam andar, pois possuem cadeiras que se movimentam para onde querem ir. Não conversam mais entre si, pois possuem comunicadores embutidos em suas cadeiras. Estão totalmente alienados e aceitam tudo o que lhe é imposto.

Um desses humanos, o comandante da nave, receberia a planta de Eva, mas um “contratempo” ocorre e ele não vê a planta e, portanto não retorna para casa. Mas uma dúvida surge na sua mente: Casa? Terra? O que realmente isso é e o que significa?
Ele começa a pesquisar no computador central da nave para se informar e fica assombrado com o que vê. Decidindo procurar pela planta junto a Eva e Wall-e para retornar ao lar.


Não vou contar o final do filme aqui (afinal já foram spoilers demais!) mas as mensagens distribuídas ao redor do filme, com Wall-e como curioso, sempre querendo aprender e entender mais. A Terra sendo devastada pela falta de cuidado dos humanos. A planta surgindo como símbolo de esperança para voltar a Terra. Mo deixando os padrões para realizar suas próprias escolhas. Os humanos vivendo e, ao mesmo tempo, vegetando, sem ter esforços para conseguir o que deseja.
Esses elementos nos mostram muito sobre nós mesmos, nossas vidas e responsabilidades com a Terra e com aqueles que nos cercam. Além disso nos dão um alerta, uma mensagem que não deve ser ignorada: talvez nós devêssemos resistir a nós mesmos.

É isso aí pessoa, se você aguentou ler até aqui e já viu o filme sabe que existem mais reflexões nas entrelinhas do filme. Deixe nos comentários aquelas que não apareceram aqui e que você percebeu. Até a próxima e continuem resistindo, pois logo eles chegarão.

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